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Mito de Virgem

Durante
a Idade de Ouro, quando a primavera era eterna e os
homens viviam em harmonia com os deuses, Astréia, filha
de Júpiter e Têmis, vivia na terra, entre os humanos,
aconselhando-os e dando-lhes noções de leis e justiça.
Nesta época, no mundo não haviam guerras, catástrofes
ou crimes. A natureza era plena e oferecia alimento a
todos os homens, que existiam em paz com os deuses.
Mas os homens tornaram-se gananciosos e
passaram a negligenciar suas obrigações com os deuses,
acreditando-se donos do próprio destino. Irritado com a
prepotência dos mortais, Zeus determina um castigo: a
Idade de Ouro estava acabada. A primavera seria
limitada, a terra deveria ser tratada para produzir
frutos e a juventude eterna não existiria mais.
Ao ver o comportamento dos humanos e os castigos que
o deus dos deuses os impunha, Astréia se refugia nas
montanhas, mas continua a disposição daqueles que
quiserem procurá-la e ouvir seus sábios conselhos.
Mesmo com todos os castigos de Zeus, a punição da
humanidade não terminara, os homens descobrem a guerra.
Este período belicoso caminha para uma nova era, a
Idade de Ferro, em que os homens não têm mais respeito
pela honra, franqueza e lealdade, tendo as ações
determinadas pela ambição e violência.
Ao
ver em qual ponto as coisas estavam, Astréia,
entristecida, resolve abandonar a Terra e deixar de
conviver com os mortais. A deusa, então, refugia-se no
céu na constelação de Virgem. Sua balança também é
catasterizada na constelação de Libra, para lembrar
aos homens que o mundo é regido por leis e que tudo
deve ser ponderado - as ações devem ser pesadas em
contraponto
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