| Você já
ouviu a história da professora que ajudava um de
seus alunos do jardim de infância a calçar seus
sapatos? Ele pediu ajuda e ela atendeu.
Com ela puxando e ele empurrando, os
sapatos não queriam entrar. Quando o segundo
sapato estava calçado, ela estava suando.
Ela quase chorou quando o menininho
disse,
- Professora, os sapatos estão nos pés errados.
Ela olhou e, com certeza, estavam.
Não foi fácil tirar e recolocar os sapatos.
Ela conseguiu manter a calma enquanto
trabalhavam juntos para calçar os sapatos, desta
vez nos pés certos. Ele então anunciou,
- Estes sapatos não são meus.
Ela mordeu a língua, e numa última gota de
calma, disse,
- Por que você não falou antes?
Mais uma vez, ela lutou para ajudá-lo a tirar os
sapatos. Então o menino disse,
- Os sapatos são do meu irmão.
Minha mãe me faz usá-los.
Ela não sabia se devia rir ou chorar. Juntou
toda a paciência possível e voltou a lutar para
colocar os sapatos novamente.
Ela disse,
- Agora, onde estão suas luvas?
Ele respondeu,
- Eu enchi os sapatos com ela...
Lendo isso, penso sobre quantas de nossas
frustrações vem do resultado de fazer algo
repetidas vezes.
Há alguns anos, eu tive um problema médico e
precisei de uma cirurgia. A cirurgia transcorreu
bem (aliás, fui para casa menos de 12 horas
depois da cirurgia), mas a recuperação não
correu como planejado.
Em vez de ter alívio, eu tive que
voltar à faca do médico seis semanas mais tarde.
Lembro-me de que a fonte maior de minha
frustração não era a cirurgia em si.
Era o fato de eu pensar que eu
melhorava, mas tinha que recomeçar. Exatamente
quando pensava que fazia algum progresso, tive
uma recaída.
Já não foi fácil juntar coragem para
encarar a primeira cirurgia e foi muito pior na
segunda vez.
Vi o mesmo tipo de coisa acontecer em várias
áreas diferentes. Suspeito que você também.
Quando a gente esperava receber um
dinheiro extra chega uma inesperada conta do
dentista e um reparo no carro. Lá se vai a grana
extra.
Talvez você esteja lidando com uma dura
crítica, uma situação no trabalho que torna
difícil manter seus padrões cristãos, ou talvez
as lutas com uma criança rebelde.
Você pensa,
- Posso encarar esta dificuldade enquanto puder
ver a luz no fim do túnel.
Justamente quando você está chegando ao fim do
túnel, você percebe que há mais adversidades
adiante e a luz está muito pouco visível.
Eu entendo; já passei por isso.
A vida é longa e às vezes difícil. Há vezes que
sentimos não poder agüentar mais e queremos
desistir, principalmente quando temos que
encarar a mesma adversidade várias vezes.
Mas não desista. Ao contrário, persevere. Ao
final do dia você perceberá que Deus renovou
suas forças e assim Ele fará todos os dias.
 Tradução de Sergio Barros
do texto de Alan Smith
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