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Uma das práticas mais destrutivas dentro de um lar ou de uma
empresa é a de ser desnecessariamente crítico. Isto acontece
quando nos colocamos na posição de juizes dos nossos
familiares e colegas de trabalho.
A conseqüência natural são os comentários, muitas vezes
injustos e cruéis, feitos na frente ou pelas costas.
Muito freqüentemente nós somos como a pessoa que escreveu
este poema anônimo falando de si mesma:
"Faltas nos outros eu posso ver
Mas graças a Deus, não há nenhuma no meu ser."
Eu gosto da história de um homem que tinha o vício de criticar.
Uma tarde, enquanto esperava o ônibus, ele ficou na frente
de uma loja de animais empalhados.
No centro da vitrine tinha uma coruja grande que atraía
a atenção de todos os que passavam por ali.
O crítico começou a criticar o trabalho do empalhador:
"Se eu não conseguisse fazer algo melhor do que essa coruja",
ele disse para o grupo ali reunido, "eu procuraria outro emprego.
Veja só como a cabeça não está proporcional ao corpo, a pose
do corpo não é natural e o pé está apontando na direção errada."
Quando ele acabou de dizer isto a coruja virou a cabeça
na sua direção e piscou para ele.
Os que estavam ali começaram a rir
enquanto o crítico saía correndo.
L. Roberto Silvado
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