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A gente tem sonhos que esconde em baixo das
cobertas,
varre pra debaixo do sofá, guarda dentro do armário.
A gente tem sonhos que não revela, que vão
ficando velhos dentro de nós, mofados, amarelados, mas mesmo assim
não desistimos de sonhá-los.
A gente tem alguns sonhos possivelmente
impossíveis, mas impossivelmente tentadores e cada um desses sonhos
vai arrombando uma certa porta que existe no nosso imaginário
e
tentando acontecer.
Sonhos coloridos que nos fazem fechar os
olhos e perder minutos do dia imaginando se tudo fosse verdade,
sonhos atrevidos
que nos fazem sorrir no meio de uma multidão.
Temos sonhos, divagamos, depois voltamos à
realidade
e pensamos: quanta bobagem!!!!... mas, quem dera também
se
fosse tudo verdade, quem dera houvesse um espaço dentro
do mundo pra
que fosse tudo realidade.
A gente tem sonhos até infantis, tem sonhos
doloridos
e sofridos, sonhos de saudade, de passado, de algum tempo
em que tudo foi realizado.
Ultimamente tenho enrolado meus sonhos
num papel dourado, colocado dentro de uma caixinha reluzente,
trancado e jogado a chave lá no futuro... e vou caminhando pra lá...
sem nada esperar, nem pensar.
Vamos ver o que pode acontecer, pode ser
que quando
eu chegue lá meus sonhos estejam ainda a me esperar,
aí
abrirei a caixinha e verei o que aconteceu... se o meu amontoado de
sonhos envelheceu ou se ainda haverá tempo dentro do meu tempo para
realizá-los.
Até logo, vou partindo rumo ao futuro.
Torça por mim, quando me reencontrar com meus sonhos,
lhe dou
notícias minhas, lhe conto se eles todos morreram
ou se finalmente
floresceram.
Autor
Desconhecido
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