Num dia muito frio, uma bela rainha estava sentada perto da janela, bordando um lençol de nenê. Sem querer, ele espetou o dedo na agulha e caíram três 

gotas de sangue. Então a rainha olhou para fora e fez um pedido:

 

- Quero ter uma filha de pele branca como a neve que está caindo, cabelos pretos como a madeira desta janela e boca vermelha como o sangue que saiu 

do meu dedo.

Alguns meses depois, a rainha deu à luz uma menina do jeitinho que tinha pedido. E resolveu chamá-la de Branca de Neve. Dia e noite ela ficava do lado da filha, cuidando dela com muito amor e carinho. Mas a rainha morreu antes de criar a filha como queria.

 

O rei chorou durante meses, até que conheceu uma princesa lindíssima e se casou com ela. A princesa só tinha beleza, porque o resto nela era só vaidade, orgulho e malvadeza. 

 

 

 

 

 


Quando o rei morreu, a madrasta, vendo que a Branca de Neve estava  muito bonita, colocou-a como empregada fazendo o trabalho de casa.

 

 

 

Enquanto a rainha conversava com o espelho, Branca de Neve crescia bonita como ela só, era de uma formosura que não tinha igual no planeta inteiro. Tanto assim que um dia a rainha ouviu do espelho uma resposta que não esperava:

- Sim, existe outra muito mais bonita que você.

- E quem é essa atrevida? - perguntou ela.

- Branca de Neve!

 

 

-Tu és bela, mas a Branca de Neve é muito mais. 

 

 


Louca de ciúmes, a malvada rainha ordenou a um dos seus caçadores 

 que fosse com a Branca de Neve até ao bosque e lhe tirasse a vida. 

Como prova que havia cumprido tão infame ato, deu-lhe um cofrinho para trazer o coração  de Branca de Neve.

 

Quando o caçador ia cometer o horrível crime, teve pena da pobre princesinha  e poupou-lhe a vida, mas preveniu-a que fugisse para o mais longe possível. Depois, para poder levar à rainha uma prova que havia obedecido às suas ordens, caçou um veado e colocou o coração do animal dentro do cofre.

 

Branca de Neve andou pelo bosque até ao anoitecer e, quando estava muito cansada, deixou-se cair numa pequena clareira, onde adormeceu profundamente.

 


No dia seguinte, quando acordou, viu-se rodeada pelos pequenos animais da floresta, dos quais ficou logo amiga. Quando lhes contou o que tinha sucedido 

e que não tinha para onde ir, os animaizinhos fizeram-lhe sinal 

para os seguir. 


Depois de muito caminhar, chegaram a uma casinha no centro do bosque. Dentro, tudo era pequeno. Tanto as mesas, como as cadeiras, como as 

caminhas que havia no andar superior, eram pequeninas. 

 

 

 

Por todo o lado reinava a desordem e tudo estava sujíssimo. Pelo tamanho 

das coisas e dos móveis, a princesa pensou que a casa seria habitada por crianças. Ajudada pelos animaizinhos que a acompanhavam, não tardou a 

ficar toda arrumada. As roupas limpas, os móveis sem pó e os utensílios de cozinha brilhavam de tão limpos estarem. Pouco depois um alegre fogo 

ardia na lareira.

 

 Branca de Neve estava cansada. Foi para o piso superior

 e, juntando três caminhas, deitou-se. Pouco depois adormeceu. 

 

 

Os donos da casa onde Branca  de Neve descansava, não eram crianças, eram sete anõezinhos. Todos eles, menos um, tinham as barbas muito brancas. Vinham de trabalhar  na sua mina de diamantes, cuidadosamente escondida

 no bosque. Quando chegaram à casinha ficaram espantados  ao verem as

 luzes acesas  e tudo tão limpo e arrumado. 

 

 

 De repente encontraram Branca de Neve, que ainda dormia. 

 

Quando a princesinha acordou, eles apresentaram-se:  Soneca,Timido,

  Dunga (o único que não tinha barbas),  Feliz,  Atchim,  Sabido e Zangado.

 

Ela contou-lhes todas as aventuras por que tinha passado. 

Os anõezinhos reuniram-se e resolveram tomar conta dela. Naquela noite, preparou-lhes uma boa ceia e, a seguir, fizeram uma festa em que todos cantaram e dançaram.

 

 


A malvada rainha não tardou, por meio do seu espelho mágico, a saber que Branca de Neve continuava a ser a mulher mais bonita do Mundo, e o lugar onde se encontrava. Louca de fúria, decidiu acabar  com a vida da princesinha. Para isso, utilizando um líquido, envenenou uma maçã. Quando Branca de Neve a mordesse cairia de sono, como morta. Só poderia despertar se recebesse um beijo de amor. 

 

 


Assim, a rainha foi até à casinha dos anõezinhos, decidindo aproximar-se 

de Branca de Neve quando os seus companheiros fossem para o trabalho. Quando os viu partir, foi junto da princesinha com a desculpa de pedir-lhe

 um copo de água. Depois, mostrando vontade de recompensá-la, deu-lhe a

 maçã envenenada. Branca de Neve mordeu-a e caiu no chão.

 

 


Avisados pelos animaizinhos do bosque, os sete anões correram para casa.Quando chegaram junto da sua amiguinha viram que estava caída no 

chão como morta e a horrível bruxa que fugia. Imediatamente se lançaram 

em sua perseguição com vontade de a castigar como merecia.


A madrasta, para escapar aos seus perseguidores, escalou uma  montanha. 

Foi a sua perdição, pois escorregou e caiu no abismo onde encontrou o seu fim. Justo castigo para as suas muitas maldades.

 

 


Os anõezinhos regressaram para junto de Branca de Neve. 

Deitaram-na numa cama e choraram a perda da sua amiga.


Estavam junto da princesa quando por ali passou um príncipe que os ouviu chorar e parou para averiguar o que tinha sucedido. Ao ver a belíssima 

Branca de Neve deitada no seu leito aproximou-se dela e deu-lhe um beijo 

de amor. Este beijo quebrou o feitiço e a princesa despertou.

 

 

 


A alegria dos anõezinhos foi enorme. A sua boa amiguinha estava viva.

 O príncipe pediu a Branca de Neve que casasse com ele. Assim, e depois de 

se despedir dos seus pequenos amigos, o feliz casal encaminhou-se para 

o palácio do príncipe.



Walt Disney

 

 

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