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Atrás
da Porta
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus,
juro que não acreditei,
Eu te estranhei, me debrucei
Sobre o teu corpo e duvidei.
E me arrastei, e te arranhei,
E me agarrei nos teus cabelos,
No teu peito, teu pijama,
Nos teus pés ao pé da cama.
Sem carinho, sem coberta,
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho.
Dei pra maldizer o nosso lar,
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço,
Te adorando pelo avesso,
Prá mostrar que inda sou tua,
Até provar que inda sou tua.
Chico
Buarque/Francis Hime
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